quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

"O que eu quero de você"

Esse é o título das coisas mais sensatas que eu li hoje e talvez como não leio há muito tempo.
Não é todo mundo que tem o dom de expressar em simples palavras, direto e objetivo a essência de todo relacionamento. E hoje eu li isso.

Escrito por Ivan Martins - Editor-executivo de ÉPOCA

(vou colar aqui as partes que mais fizeram sentido para mim. E quem se interessar e quiser ler o texto todo -que vale a pena, é só clicar aqui.

"Parece bobagem, mas, à medida que as relações avançam, as pessoas se transformam. Elas vão se acomodando em papéis que substituem a personalidade complexa e rica que costumavam exibir no início do namoro - e que continuam a ter fora do casal...

 Penso no cara que se acomoda ao ciúme da mulher (ou vice-versa), e passa a viver como se a desconfiança doentia fosse uma parte natural da vida."

"Quando a gente está num relacionamento, é comum ter vontade de exigir a atenção do outro o tempo inteiro. “Me escuta, olha para mim, fala comigo, pega a minha mão, não me ignora.” Pode ser bonitinho, mas não é razoável. É importante poder ficar longe, mesmo estando na presença um do outro – estar quieto, lendo, trabalhando ou apenas imerso em si mesmo. É igualmente importante poder fazer coisas sozinho....


A cumplicidade, embora essencial, não nos transforma em uma única pessoa, e isso é bom. Mesmo apaixonados, ainda precisamos boiar sozinhos no mar interior e você não deveria se assustar com isso. Entenda como uma oportunidade de estar na sua, de forma segura: eu estou aqui, você conta comigo permanentemente, minha mão está ao alcance da sua. Mas, às vezes, vou exigir distância e solidão – e é importante que você compreenda isso."

" Quero que você entenda, e me ajude a entender, que ter alguém não significa não ter mais ninguém ao redor. Às vezes você vai querer jantar com um amigo ou terá desejo de ir a uma festa sem mim. Tudo bem, porque eu também tenho vontade de fazer essas coisas. Há riscos? Claro, eles estão por toda parte. As pessoas são encantadoras, bonitas, sensuais. Mas você e eu temos um pacto, explícito ou não, com ou sem data de validade, que nos mantém unidos e leais um ao outro. No dia em que ele deixar de ser válido, a gente senta e reconversa. Até lá, vamos viver sem medo. Ou enfrentá-lo."

Sei que o texto é grande, mas é isso o que todo mundo deveria compreender e por em prática. Acredito que muitos relacionamentos não iriam acabar por motivo de rotina ou até mesmo cansaço.



Um comentário:

Jackie disse...

Adorei! É justamente isso que deveria ser a essência de todo o relacionamento e que evitaria tantas situações desgradáveis, mas vejo que cada um tem a sua própria concepção de relacionamento...

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